Como disse a Barbie mais bonita cá do nosso cantinho, se não há fotos é porque não aconteceu. E aqui ficam algumas que mostram bem o que foi o meu sbsr! 

Como vos disse aqui, o SBSR deste ano é o festival com o cartaz que mais me seduzia. E só superou as minhas expectativas. 
Não consigo escolher apenas um concerto como o melhor… Até porque não consigo ser imparcial e dizer que as bandas que mais gostei não foram as melhores. Há anos que queria ver Brandon Flowers e, apesar de ter sido o único concerto em que o nosso grupo se separou (metade foi ver PAUS), tenho plena noção que era a única a aproveitar o concerto a 100%. E adorei-o. Mas lá está, sempre adorei Brandon Flowers e sou suspeita se disser que foi o melhor. O mesmo acontece com The Kooks. Trouxeram músicas novas e tocaram umas quantas bem antigas e bem conhecidas. Foi a melhor forma para começar os três dias de música! 
Quanto aos cabeças de cartaz, tenho de escolher The Strokes. Mas vamos por ordem… Arctic Monkeys por muito bons que sejam, senti que foi mais do mesmo… O Alex estava “mais vivo” do que no Campo Pequeno, mas começam a perder aquele encanto que um dia tiveram para mim. Mas não deixou se ser um óptimo concerto, embora carregadissimo de pó pelos moches que se criaram (rídiculo…)! No segundo dia, Arcade Fire. Foi um concerto bom, há que admitir. Mas eu não sou fã da banda… É difícil coordenar 10 instrumentos em palco e é de louvar o concerto muito bom que deram. Mas não me fez ser fã… Já The Strokes, no último dia, foi dos melhores concertos de todo o festival. O Julian estava podre de bêbado, é verdade… Ao ponto de se esquecer das músicas e admiti-lo! Mas não deixou se ser dos melhores concertos, mesmo que se tenham esquecido do encore e de se despedirem do público. Ficou a saber a pouco e a revolta no ar foi alguma…
E houve algumas boas surpresas de bandas que mal conhecia ou que desconhecia completamente. Não era grande fã de Beirut e adorei o concerto. O som não estava no seu melhor (o que aconteceu imensas vezes no palco Super Bock) mas deu para aproveitar tão bem cada musiquinha. Gostei muito! Outra surpresa veio do nosso português B Fachada. Acompanhado pelo pôr-do-sol, deu o concerto mais delicioso a que assisti no SBSR. Estávamos todos bem naquela onda e deu para conhecer um pouco mais do trabalho dele. Por último, Chromeo, que desconhecia na totalidade, foi a melhor forma de terminar a segunda noite. Um electro pop tão animado e tão energético que foi impossível parar! Mesmo com as dores nas costas e nas pernas, nada nos parou durante o concerto. E confesso, é o que mais tenho ouvido desde que voltámos! Recomendo-vos esta, para deixarem o corpo ir e dançarem ao som da música! 
Portishead foi o único concerto em que senti algo bittersweet. Todos nós temos aquelas músicas da nossa vida, que nos marcam por algum motivo. Uma das minhas músicas é de Portishead. E já para não falar que adoro a banda em si… Mas não é concerto para festival de verão. As músicas (e até a banda em si) são apropriadas para um concerto mais intimista, numa sala mais pequena onde a atenção está mais focalizada… Perde-se muito de um concerto assim ao ser num festival de verão. 
Tudo o resto, foi bom demais para estar aqui a dizer-vos. Muita praia, muito sol, muitas noites de gargalhadas e de boa música, algum álcool a mais (confesso) e até banhos às 6h da manhã. Mas valeu imenso a pena. E digo-vos, de festivais em que tenha acampado, este foi o melhor. Se engoli kilos de pó? Sim, engoli… Se estive 2h para chegar da praia ao recinto? Estive… Mas vivia tudo durante mais uns quantos dias, sem pensar duas vezes.