Paper Fortress: 2009 – 2011 Reflection from Paper Fortress on Vimeo.

Que sensação é esta que nos faz pedir sempre mais, querer sempre mais da vida e nunca estar satisfeito com o que temos? Se nos faz falta, queixamo-nos. Se temos de mais, começa a surgir a desconfiança… E por muito que queiramos ver o copo cheio, o que é que nos leva a virar o copo ao contrário e esvaziá-lo por completo?
As coisas correm a uma velocidade tal que não já não sabemos aproveitá-las no seu devido tempo. Há sempre sede de mais e tudo se torna tão efémero. Não sabemos dar valor ao que temos no momento porque procuramos sempre mais e mais. O ser humano nunca está satisfeito e a procura nunca termina. Se nos derem o mundo, porque é que não temos a lua, as estrelas, todas as constelações? O mundo é imenso, pois é. Mas não nos chega. Se há mais, porque é que não podemos ter esse mais? Queremos forçosamente. E queremo-lo já, no momento. Sem porquês, sem flexibilidade, sem nada. Apenas com a exigência do querer que nos é inato.
Precisamos de reaprender a amar as pequenas coisas, os pequenos detalhes. Precisamos de nos apaixonar por pequenas acções e viver pequenos momentos que nos põem de sorriso na cara. De viver com o hoje e esperar que o amanhã nos complemente tanto ou mais ainda. Porque lamentar o que nos faz falta hoje em vez de dar valor a tudo o que nos foi dado? Talvez se aprendêssemos tudo isto, se aprendermos a valorizar os pequenos bens do dia-a-dia, conseguíssemos ser mais felizes.

Chega de lamentar pelo que não há hoje. Chega de derramar lágrimas pela falta de algo que não sabemos o que é ter. Chega de suposições de como seria o futuro com algo mais do que o que temos hoje. Era tudo mais simples se apenas vivêssemos o agora…