Depois de mais um festival de verão, estou de volta a casa.
Tenho a garganta num estado miserável, muita coisa para vos contar e muitas fotos para mostrar o que se passou. 

Foi um festival recheado de praia e de bons momentos. Como vos disse no post que deixei agendado, o cartaz não me seduzia minimamente. Acabei por ir mais pela companhia e pelos dias bem passados. Conheci muitas pessoas novas, criaram-se novos laços e conheci uns quantos locais da costa alentejana que desconhecia! Também vim de lá cheia de pó na garganta, sem vestígios de escaldões e com um tom ligeiramente dourado na pele. 
Quanto ao festival em si, deixou tanto a desejar. Não a nível musical, que já lá vamos, mas como festival em si. A segurança esteve pior que nunca. Muito em parte pelo cartaz em si… É óbvio que é o cartaz que faz as pessoas que o frequentam e isso notou-se. Assaltos a tendas e carros, violações, espancamentos, armas… Houve de tudo o que possam imaginar. Tivemos segurança 24h por dia ao pé do nosso acampamento (graças a um passatempo Fanta!) e conseguimos ouvir tudo o que era comunicado entre eles, e assustou-nos, acreditem… Resultado: se voltarmos ao SW, não voltamos a acampar. Não foi o nosso primeiro ano lá mas acho que terá sido o último.
Em relação ao cartaz em si, só três bandas me cativavam: dEUS, The National e Interpol. Mas acabei por ir com a maré e vi mais uns quantos…
Snoop Dogg logo no primeiro dia foi uma animação. Não conhecia muitas das coisas que ele cantou mas  não podia ter sido mais divertido. Ele interagiu imenso com o público e foi super simpático! No segundo dia houve Patrice, dEUS e Kanye West. Patrice não foi novidade alguma… Já o vi umas quantas vezes e é sempre igualmente bom. Mas acabei por ver apenas metade do concerto para conseguir ir ver os meus belgas ao palco Jogos Santa Casa, os dEUS. Apesar da imensidão de gente (conseguiram encher a tenda!), consegui ficar bem na grade e ver o concerto na perfeição. Começaram logo com a minha música favorita e energia não lhes faltou! Eles próprios afirmaram que foi o melhor concerto que deram em território Português. E eu adorei! Kanye West foi um bom espectáculo visual e afins. Já ele… Abusou do playback, do auto-tune e falhou na interacção com o público. E esticou-se no atraso de mais de uma hora. 
Terceiro dia foi, na minha opinião, o melhor. Apesar de toda a chuva que se fez sentir no recinto, nada nos parou! Valete, The Script, Scissor Sisters e David Guetta. Não sou (de todo) fã de Valete mas acabei por ser arrastada… Foi a minha hora de jantar, enquanto comia uma bela refeição de tofu no meio do público – thumbs up para a organização ao lembrarem-se dos vegetarianos! The Script foi arrepiante. Não faz parte da minha música diária mas deram um óptimo concerto. A interacção e a simpatia foram mais que muitas e a voz do Danny é perfeita ao vivo. Gostei imenso! Mas a minha escolha de todo o festival vai mesmo para os Scissor Sisters. Tinha uma curiosidade ENORME para os ver ao vivo e superaram tanto as minhas expectativas. Cheios de energia, e de simpatia, conseguiram pôr toda gente a saltar e a adorar o concerto! Foi, sem dúvida, o concerto que mais gostei! A noite terminou com o DJ Residente, David Guetta. Apesar de já o ter visto imensas vezes, acho que foi a vez que mais gostei… Apresentou novas músicas, filmou imagens para o seu novo clip e trouxe um final de noite perfeito. Dentro do seu género, foi o concerto que mais puxou pelo público.
No último dia vinham as bandas que mais esperava. Vimos Souls of Fire, Interpol, The National e Swedish House Mafia. Começando pelos portugueses Souls of Fire, foi a dose certinha de reggae para um pôr-do-sol. Não podia ter sido um final de dia mais indicado. Depois do jantar chegou aquela banda que mais ansiava e que mais me desiludiu, os Interpol. Tinha umas quantas músicas que queria ouvir e que eles tocaram. Fora isso não gostei de mais nada. Foi tão simples, tão sem vida… Nós contámos as palavras que eles disseram e acreditem, não foram mais de 15…! Pareciam tão contrariados ali que nem dava vontade de assistir ao concerto. The National foram a banda seguinte e já melhoraram bastante! Apesar de serem duas bandas que estavam completamente perdidas naquele cartaz – tinham feito muito mais sentido no SBSR – os The National sempre conseguiram mostrar-se mais energéticos em palco. O público não era de todo o alvo para este tipo de banda, mas conseguiram cativar muita gente! A terminar o festival vieram os Swedish House Mafia, um dos concertos mais esperados. Não foi deslumbrante. O cansaço já era demasiado e não foi dos melhores concertos do género. Houve muitos cortes, muitas quebras de energia e acho que só os singles foram momentos altos… Mas não foi um mau concerto.
Ficam as boas memórias das praias, das fotografias, dos brindes e das manhãs passadas na Mabi. E a certeza que no próximo ano não iremos acampar. 
PS: Já votaram na minha barbie favorita, na nossa linda Hella para o Westrags Stylist Bloggers Constest, aqui? Eu sei que ha mais meninas dos blogs na competição, mas tenho de torcer pela minha barbie. E espero que ela ganhe!