Coragem. Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos. Constância, perseverança (Com que se prossegue no que é difícil de conseguir).
Não é fácil. Não é nada fácil encher os pulmões de ar e meter na cabeça duas simples palavras “eu consigo”. Pelo contrário… É lixado mentalizarmo-nos que somos capazes de algo. Erguer a cabeça e saber que estamos a agir por nós, pelo nosso melhor bem-estar, mesmo que isso implique ser forte e ultrapassar tantas barreiras. Custa muito fechar os olhos e saltar no vazio, arriscar. Enfrentar o futuro sem saber quais serão as consequências das nossas acções. E nunca o fazemos sem ponderar vezes sem conta. Nunca arriscamos sem pensar e repensar no que vamos fazer e nas consequências que isso nos trará. Tira-nos o sono à noite, assombra-nos os sonhos e deixa-nos a pensar durante uma grande parte do dia. Enquanto a decisão não é tomada, enquanto há aquele impasse de arriscar ou não, tudo fica pendurado, sem saber ao certo para que lado tombar.
E quando arriscamos, o salto é sempre tão grande e, na maioria das vezes, sem rede de segurança para nos salvar. Mas houve coragem. Houve aquele bichinho que dentro de nós disse que o medo é uma treta e que o que importa é lutar e ser proactivo. E mesmo que o resultado não seja o que queremos ou o que esperávamos, a realização de saber que tentamos deverá ajudar a preencher um bocadinho desse vazio. Nem que seja por isso, por saber que tentámos.
Se sempre o disse, não seria agora que iria ser diferente. Prefiro arrepender-me de algo que fiz e correu mal, do que pensar em qual seria o resultado caso não tivesse arriscado. Em qualquer situação, prefiro lutar, ganhar a coragem e atirar-me de cabeça. Se resultar, óptimo. Caso contrário, é só mais uma aprendizagem e só mais um degrau para me tornar maior e mais do que sou hoje.
E se me arrependo quando as coisas correm mal? Nunca. Porque um dia irão correr bem.