Não direi que seria das coisas que tinha de fazer antes de morrer… Não ser uma doutora a sério, mas sim chegar ao que cheguei. É estranho entrar numa escola e ser chamada de Doutora Mafalda. Não me habituei e acho que não me irei habituar… Nunca gostei de rótulos nem daquelas pessoas que adoram catalogar-se em frente aos outros. A Sra. Doutora, o Sr. Engenheiro, a Sra. Arquitecta… Tretas! E talvez por isso ainda me custe a reagir quando a auxiliar que me abre a porta da sala todas as manhãs me diz “Bom dia Doutora Mafalda”. Já lhe disse umas quantas vezes que nem reajo ao doutora, mas ela insiste. Talvez seja por isso que gosto mais quando os meus miúdos me tratam por Stôra. A Stôra Mafalda. E isto é mais para os mais velhos, porque os pequenos nem colocam rótulos. É Mafalda e é tu isto e tu aquilo. Eu sei que há que impor algum respeito e estabelecer limites, mas é assim que me sinto confortável… Mas o post não é sobre isso. 
Sempre disse que seria “psicóloga das crianças”, desde que me lembro. E consegui. Ainda não está tudo concluído e ainda falta uma grande batalha para terminar a “guerra”, mas a maior parte do caminho já está feita. E se o sonho nunca foi ser doutora, ser psicóloga foi, sem dúvida alguma. E isso sim, era algo que tinha de fazer antes de morrer. Confesso que tenho algum orgulho nisso, principalmente porque sei que lutei muito para chegar aqui. E tal como (já) escrevi na dedicatória da minha tese, sei que há alguém que também terá muito orgulho em mim, mesmo não tendo acompanhado este percurso todo presencialmente. Aos poucos e poucos, com algum esforço e persistência, atingimos os nossos objectivos. E este, é mais um que já posso riscar da lista.