Nas últimas semanas dei comigo a pegar no “Cartas de Amor de Grandes Homens” e a ler uma por dia… E lembrei-me desta cena do filme da série Sexo e a Cidade. Já é mais do que sabido que é a minha série de eleição e que me rendo a tudo o que ela envolve. E esta cena… É uma delicia. 
A vulgaridade que actualmente existe num “amo-te” torna tudo tão pretensioso e, aos poucos, todo o encanto e o romantismo do amor sai perdido. E eu, como romântica incurável que sempre serei, acho um encanto quando transmitimos para um papel tudo o que sentimos. Quando abrimos o coração e deixamos que tudo saia cá para fora, sem ser necessário mostrar a meio mundo ou tornar a palavra banal. Torna-se algo pessoal, vivido apenas por nós e com uma carga emocional mil vezes mais atractiva do que um “amo-te” dito à lei do vento. Podemos pôr a mente a divagar e confessar tudo o que sentimos. Não perde o sentimento e acho que até ganha muito mais romantismo. 
Não tenho conta às cartas de amor que escrevi. Se todas foram entregues, isso já é outra conversa. Mas muitas foram as emoções transcritas para papel. Mas sabe tão bem deixar fluir o que sentimos, quando nos apetece e do jeito que nos apetece. Sem ser necessário recorrer ao banalismo, sem que tenhamos de o mostrar por bens materiais ou que todo o mundo tenha de o saber. Sabe mesmo bem.
E vocês, alguma vez escreveram alguma carta de amor? 
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Esta semana está a ser complicada. Fiz a última frequência da minha vida académica e a tese está (finalmente) a ganhar novos contornos. E aos poucos, tudo à minha volta está a começar a compor-se e a estabilizar. Mas amanhã trato de me actualizar no mundo dos blogs, com mais tempo e calma.