Há já alguns dias que não postava nada da listinha de coisas a fazer before i die. E hoje o post é lançado por algo que ouvi hoje e que ouço constantemente… Mas já lá vamos.
Eu sempre fui uma miúda meio embirrante e empertigada (ou seja, uma miúda mimada) e conta-se cá por casa que por volta dos meus 10 anos comecei a embirrar com a carne vermelha. Ainda me tentavam enganar, fazendo passar por outras coisas, mas eu torcia sempre o nariz, principalmente à carne de vaca. Ficava sempre no prato e acabaram por desistir de me dar esse tipo de carne. Com o passar dos anos, fui ganhando mais voto na minha alimentação e dei por mim apenas a comer carnes brancas… Confesso que desde os meus 14/15 anos aos 19 devo ter comido mais galinhas do que as que existem em muitos aviários. No fundo (e tirando o peixe) era a única coisa que comia. E cheguei a um ponto de ruptura em que, costumo dizer, só me faltava ganhar penas e cacarejar de tanto frango comer! E resolvi cortar o mal pela raiz. 
Aos poucos fomos introduzindo a alimentação vegetariana cá em casa. Fomos fazendo algumas trocas, algumas refeições exclusivamente vegetarianas e no verão dos meus 20 anos, o meu regime alimentar passou a ser totalmente vegetariano. E assim se mantém até aos dias de hoje – com apenas uma mínima excepção. Delícias do mar e gambas mas apenas no sushi. Sim, porque noutros pratos nem o cheiro consigo suportar… Fora isso, levo um regime bastante verdinho.
E é aqui que entra o comentário que eu ouvi hoje. Nos últimos anos eu nunca comi mal nem passei fome… Por isso faz-me alguma confusão quando as pessoas afirmam que a comida vegetariana é “aquela coisa sem sabor… nhac…”! Enganam-se. Das duas uma: ou comeram algo que não foi bem cozinhado ou então (que é o mais certo) nem se deram ao trabalho de provar. Tal como qualquer comida, tem de ser bem confeccionada e tem alguns truques, mas quando é bem feita, acreditem que é tão ou mais delicioso que um regime alimentar dito normal. E confesso que me faz alguma confusão a tacanhez das pessoas quando torcem o nariz ao que eu como. Eu também não gosto de carne e não faço má cara nem olho com ar de enjoada quando vejo alguém a comer uma refeição de carne. Porque é que hão-de o fazer com a minha comida? Há que abrir horizontes e perceber que aquilo que é diferente do nosso habitual, por vezes, nem é assim tão mau quanto pensamos. E vejam, por exemplo, esta receita da Tia da Sara – acho que esta semana ainda irei fazer esta receita para o jantar! 
E esta é mais uma das coisas que posso riscar da minha lista – tornar-me vegetariana.