Estou de volta de mais um fim-de-semana e, mais uma vez, venho mais do que cansada. Mas novamente por um bom motivo, o CISV.
Como se o trabalho da tese e do estágio não bastasse, resolvi meter-me noutro projecto. Mas confesso que nada me tem deixado tão feliz ultimamente como esta nova rotina. E o que é o CISV? As siglas explicam bem tudo aquilo que o programa é – Children International Summer Villages. E é isto mesmo. São campos de férias internacionais em que o mote central é sempre criar amizades pelo mundo fora, dando uma grande componente educacional aos miúdos. São 60 os países que fazem parte do CISV e que promovem estes campos de férias globais. Permite que os miúdos (e nós, adultos!) tenhamos um choque cultural imenso e que consigamos partilhar experiências com as mais variadas culturas. 
Os últimos dois fins-de-semana foram de preparação e de pequenas aldeias com miúdos de 11 anos e digo-vos, fiquei de rastos. Mas a sensação de fazer algo que gostamos e que saber que irá ser proveitoso, é tão compensadora que esquecemos as horas mal dormidas, as noites passadas a planear actividades prós miúdos, as dores nas pernas de tanto correr e a falta de voz de tanto cantar com eles. Tudo isto é tão bem recompensado! Até pelos simples abraços ou pelo entusiasmo quando nos pedem para almoçarmos ao pé deles ou para fazermos determinada actividade com eles.
E no Verão lá irei eu com 4 crianças portuguesas, juntar-me a um grupo com várias comissões de diversos países. E para que país irei? Isso ainda está meio incerto, mas já há uma forte probabilidade. Posso vos dizer que é nórdico, mas quando tiver certezas, irei voltar a partilhar com vocês.
Não é novidade nenhuma para vocês o quanto eu gosto de crianças. E, apesar de todo o trabalho que este ano me está a dar, estava na altura de fazer algo mais e de contribuir um pouco mais para algo que me dá tanto prazer. 
E vocês, há quanto tempo não fazem algo que vos deixe assim tão realizados por saber que estão a ajudar alguém, mas ao mesmo tempo, tão satisfeitos por ser algo que é tão a vossa cara? Devíamos – mesmo – fazer mais do que gostamos e menos do que nos é imposto!