Uffff, abril… Foste um mês demasiado cheio — de coisas boas, de aprendizagens e até de algumas surpresas que me deixaram sem pé. Foste o mês em que sai de casa de pantufas, sem telemóvel e com um saco do lixo na mão — e sem chave. O mês em que me rendi às delicias do Banana Bread (que, by the way, tenho feito quase todos os fins-de-semana), mas também o mês em que lutei contra a balança quando percebi que engordei muito mais do que devia durante a páscoa.

Oh, abril… trazes águas mil. E trouxeste, sem dúvida, emoções mil.

1

Captain Tom

Contei-vos tudo sobre a aventura com a Captain Tom ontem — mas não vos contei que, horas antes de escrever aquele texto, tinha subido para a balança para perceber que engordei 3 kilos em apenas duas semanas. Para voltar a estar de guerra com o espelho e a querer passar dias seguidos sem comer para poder emagrecer.

Mas… olhar para estas fotos e ler que posso de alguma forma inspirar alguém fez-me perceber (ou relembrar, porque sempre o soube) que tudo isto é um processo. E que não colhemos as flores nos dias em que plantamos as sementes — e que esta aventura com esta incrível marca nacional foi apenas o começo.

2

Mãos à obra — a experiência com a cerâmica

A convite da Dani, a mente por trás da Wowmes, fui fazer o meu primeiro workshop de cerâmica. Confesso que há muito tempo que estava curiosa com tudo o que está por trás desta arte e não pensei duas vezes em aceitar o convite. Embora cheia de febre (resultado de um aniversário à beira mar na noite anterior!), passei um domingo com a Sofia a aprender e a pôr as mãos na massa. E a verdade é que, agora, só quero saber como se fazem os vidrados para deixar as minhas peças brilhantes e prontas a usar. Será que isto se pode tornar vício? Quem sabe tenho aqui um amor escondido e nem o conhecia!

3

De olho na validade.

Inspirada num dos textos que escrevi para a Miranda, aproveitei um dos feriados deste mês para limpar o meu armário de beleza e de maquilhagem. Uma das desvantagens de estar deste lado é a quantidade de produtos que recebo para testar. Sinto-me uma sortuda por ter marcas que confiam no meu trabalho e que me dão a oportunidade de experimentar as novidades que vão colocando no mercado. Mas, por erro meu, tenho tendência a não acabar os produtos. Testo, testo, testo… E sinto-me sempre mal de os terminar.

Resultado? Dezenas de produtos abertos com validades expiradas e já impróprios para serem usados. Deitei uma data de coisas fora e confesso que, agora, até me sinto mais feliz sempre que trato da minha rotina de beleza. Além de a ter simplificado e ter exposto apenas o que estou a usar, sinto que estou a redescobrir algumas coisas que já há uns mesinhos estavam esquecidas!


4

O meu mapa astral. E as drenagens.

Agora que os 29 estão quase quase a terminar, posso assumir que este foi um ano de enorme crescimento. Sinto que passei por várias situações e tive que dar várias provas de que a vida nem sempre é tão simples quanto pensamos. E isso fez-me crescer — e perceber que só uma pessoa no mundo a quem eu tenho que agradar. Eu. E apenas eu.

Com isso, percebi que existem pequenas coisas que quero passar a fazer e que têm que passar a ser prioridade na minha vida. Comecei com uma leitura de mapa astral (que foi uma experiência simplesmente incrível) e com as massagens drenantes da Ângela. É apenas o começo para um caminho mais dedicado a mim — e que só me fará bem.

5

A Jamm.

Por último, a Jamm. Oh Jamm… É tão bom ver amigos a realizarem os seus projetos pessoais e a colocarem (literalmente) no papel o que os apaixona. O Conguito é uma das pessoas que partilha o amor pela música da mesma forma e com a mesma intensidade que eu. E esse amor estendeu-se agora a uma revista, à Jamm — a just another music magazine.

Dei por mim a pensar que as pessoas à minha volta estão todas as pôr os seus planos em prática — e o que eu amaria ter uma revista de música. E o lançamento da Jamm deixou-me a pensar nisso mesmo: quais são os meus planos? Os meus desejos? O que quero deixar ou fazer, afinal?

Adeus abril. Sê bem vindo, querido maio.

Abril, adeus. (até) Foste um bom mês! — Malmequer

O que ouvi.

Não foi um mês de muitos lançamentos, é um facto. Aproveitei para atualizar a minha playlist com alguns clássico, com algumas novidades que fui encontrando pelas descobertas do Spotify ou por artistas que me foram apresentando — já seguem a minha playlist?

Conheci o Loyle Corner, que está no cartaz do NOS Alive e nem me tinha apercebido, e estou totalmente rendida. Quando vi que tinha músicas com a Jorja Smith, com o Tom Misch, Jordan Rakei e com o Sampha (esta colaboração então é só… LINDA!), sabia que ia amar! E não sei como é que não o conheci mais cedo.

No mundo feminino, duas mulheres incríveis lançaram duas músicas incríveis: a Banks lançou Gimme e a Lykke Li lançou (com o Mark Ronson) Late Night Feelings. E tenho ouvido ambas em repeat — e desejado que ambas venham a Portugal, por favor!

Por último, o meu podcast favorito voltou: o Dissect. E, nesta season estão a dissecar um dos meus álbuns favoritos, o Flower Boy do Tyler The Creator. Escusado será dizer que estou a amar, claro — e hoje sai um novo episódio.

Onde fui.

Este mês fui bem mais caseirinha. Visitei poucos sítios novos e aproveitei para aproveitar mais a minha casa e, acima de tudo, descansar. Mas não posso esquecer da visita ao Dona Graça — que foi incrível e pede muito um regresso!

O que vi.

Ao contrário de meio mundo, não vi (nem conto ver) Game of Thrones. No entanto, rendi-me a uma das séries que mais me recomendavam — tanto vocês como as minhas amigas. Finalmente comecei a ver This is Us. E quando eu achava que já estava insensível porque mal chorava (e ei, eu sou a pessoa que chora PARA CARAÇAS com séries e filmes), dei por mim a soluçar num dos episódios mais marcantes da série. Estou prestes a terminar a segunda temporada — quem viu já sabe qual o episódio que me fez chorar! — e estou a devorar a série como se não houvesse amanhã!

Mas não deixei Anatomia de Grey de lado. E já que falamos em chorar, o nono episódio desta última temporada devia ser obrigatório para toda gente. Aborda a temática da violação de uma mulher — sem spoilers, prometo! — e é duro de tão real que é. Acreditem, também acabei este episódio a soluçar e com uma dor de cabeça insuportável de tanto chorar.

Confesso que comecei a Coisa Mais Linda mas ainda não consegui ficar viciada — talvez pegue nela novamente quando terminar This Is Us — sem nunca deixar de ter Brooklyn Nine Nine aqui de lado para os dias em que preciso de algo que me anime!

Agora tenho vontade de rever alguns filmes que me marcaram e há anos que não revejo, como o The Perks of Being a Wallflower ou o We Need to Talk About Kevin. Preciso de uma tarde de filmes no sofá, definitivamente!

Maio, estou pronta para ti. Até porque serás o meu último mês dos 20 anos. You better be good, hun!