Sempre que penso em trazer um filme ao Malmequer, penso sempre no mesmo discurso: tenho de ver mais filmes. E embora me tenha forçado a tal nos últimos tempos, faz-me falta ver mais e mais filmes. 
Trago-vos quatro que vi nos últimos tempos e que merecem ser partilhados. 
1. Don Jon – Aqui tenho que ser honesta… Adoro o Joseph Gordon-Levitt e adoro a Scarlett Johansson e foi apenas e só isto que me motivou a ver o filme. É o primeiro filme realizado pelo actor e fala de uma personagem que vive uma vida objectivada. Carro, ginásio e pornografia fazem o seu dia-a-dia. Até conhecer a Barbara que poderá mudar tudo. É um filme bom – demasiado explícito por vezes – mas para o qual tinha expectativas mais elevadas. Ainda assim, não deixa de ser um bom filme e que merece ser visto! 
2. Blue Jasmine – Aqui a motivação foi o Woody Allen. Polémicas à parte, é dos meus realizadores favoritos e não podia deixar de ver mais um dos seus filmes. Se é o meu favorito? Não, nem de perto, mas só por ser Woody Allen merece ser visto. Trata de uma socialite que passa do mundo de riquezas e excessos para a mediocridade. Vai depender da bondade da irmã, sempre com o fardo da criminalidade do ex-marido. Com uma óptima prestação da Cate Blanchett e um relato exímio de toda a situação que a personagem vive, não é, para mim, o maior êxito de Allen. Achei-o chato, uma comédia demasiado nonsense e sem grande capacidade de me prender ao ecrã. Mas, nem que seja pela nomeação ao Óscar, porque não vê-lo?
3. Dallas Buyers Club – Dos quatro filmes nomeados que me propus a ver (aqui) este foi o único que realmente vi. E valeu tanto a pena… Como um homem desprezível passa a uma personagem tão carismática a partir do momento em que a vida louca de cowboy lhe traz um fardo para a vida. Na busca de uma cura para a SIDA, luta pelo seu direito de sobrevivência e contra o estigma sobre a doença e a sua ligação à orientação sexual. De realçar a excelente prestação de Jared Leto que me surpreendeu – imenso – pela positiva! Porque ser bom actor não é só perder 30 kg para uma personagem – e este filme é prova disso!
4. Her – Foi o último dos quatro que vi e foi mesmo fruto das redes sociais. Tanto o vi ser partilhado, com tão boas críticas que me rendi a ele. Afterall, mesmo que seja só uma voz, a Scarlett aparece novamente! É um filme triste, melancólico e que nos faz pensar nas relações. Ao mesmo tempo, mostra-nos o quão evoluídas as coisas podem ser e como a nossa vida pode ser, facilmente, absorta nas tecnologias. Uma relação com uma voz, graças a um novo sistema operativo com inteligência artificial. Explora a solidão no seu máximo, com uma fotografia óptima! Deixa-nos a pensar nas nossas relações… Não consigo escolher, destes dois últimos, qual o meu favorito.