Fotografar outfits: a prática leva à perfeição? - Malmequer

Se acham que isto de ser blogger ou influenciadora e fotografar no meio da rua é peanuts, desenganem-se. Fotografar outfits é algo que, hoje em dia, ainda me deixa um pouco ansiosa, mas que, com o passar dos anos, percebi que faz parte do caminho que eu decidi correr enquanto blogger.

E se antigamente fotografar outfits podia ser apenas a mera fotografia em frente ao espelho ou tirada no fundo do quarto com uma luz péssima (quem se lembra das primeiras fotos da Chiara Ferragni, no seu quarto?), hoje em dia a fasquia está muito alta. Qualquer pessoa quer ter boas fotografias no Instagram, com uma qualidade boa e num resultado bonitinho. E isto vale tanto para influenciadoras como para não influenciadoras.

Fotografar outfits: a prática leva à perfeição? - Malmequer

Fotografar outfits: a prática leva à perfeição?

O meu feed de Instagram acaba por ter um pouquinho de tudo. Se há dias que fotografar outfits implica ir para a rua e levar ou a minha Perez ou a Márcia comigo, noutros dias o espelho é o meu melhor amigo (isso e o meu telemóvel). E não há nada de errado com alguma das opções. Mas uma coisa é certa: ambas envolvem uma confiança e um à vontade que fui conquistando, comigo mesma, ao longo dos anos! E quase uma posição que fui assumindo comigo mesma.

Mas como é que chegámos aqui, ao ponto em que vamos tão facilmente para a rua fotografar outfits? Hoje partilho convosco algumas dicas que resultam comigo e que podem resultar convosco!

Fotografar outfits: a prática leva à perfeição? - Malmequer

Não deixar que a frustração leve a melhor.

Irrita-me imenso quando tenho uma ideia na cabeça para uma foto, com um local específico e o resultado fica totalmente fora. E a culpa nem é de quem nos fotografa, até pode ser nossa… Há dias em que as coisas não saem mesmo como o suposto e quanto mais olho para o ecrã da máquina, mais frustrada fico por não estar a chegar ao resultado que quero.

Mas aprendi, com o tempo, a não ficar frustrada com isso. Não dá tenta-se passado umas horinhas, tenta-se no dia seguinte, tenta-se depois de comer um gelado. Às vezes, mais vale não insistir. O mood só fica cada vez mais pesado e isso acaba por se revelar no resultado da foto.

Ser espontânea.

É verdade que há poses, momentos e acessórios que funcionam perfeitamente em fotografia. Mas lets be honest here: nada bate uma fotografia espontânea. E não falo daquelas em que parece que fomos apanhadas desprevenidas, mas é tudo feito para a foto. Experimentem pôr a máquina em modo burst (aquele modo em que tira imeeeeeensas fotografias de uma só vez) e ir mexendo, rodopiando, vivendo… Podem ter 100 fotografias que não se aproveitam, mas de certeza que haverão umas quanta mais espontâneas que vão conquistar-vos o coração. Isto acontece-me imenso e acabam por ser, honestamente, as minhas fotografias favoritas!

E se for para o Instagram, procurem a vossa coerência.

A maioria das vezes que fotografo é para partilhar no Instagram ou aqui pelo blog. É claro que guardo algumas fotos que nunca chegam a ser publicadas, mas, hoje em dia, se o faço é para partilhar como blogger/influenciadora. E quando o faço, tento ter cuidado para que haja uma espécie de coerência entre elas. Acho que ainda não cheguei à minha imagem, mas confesso que gosto de ver uma foto no meu feed e saber, automaticamente, a quem é que ela pertence. Quase como se todas as fotos tivessem uma assinatura da pessoa em questão.

Eu sei que gosto de fotografias com pouco ruído, de fundos mais clean, com poucos verdes… Que gosto que me fotografem de baixo, que certos ângulos não me favorecem, que não costumo gostar de fotos de costas. Mas será que já consegui ter o meu aspecto visual? Acho que ainda não cheguei lá, mas uma sessão de cada vez!

Sem dúvida que tudo isto vem com a prática e o tempo. O ignorar as pessoas à nossa volta, quando param e ficam a olhar e o deixar de ver a câmara como inimiga. Hoje em dia, a maioria das contas de instagram são todas com uma boa curadoria visual (o que não implica que sejam automaticamente influenciadores – mas isso fica para outras conversas.) e quem sabe estas dicas não resultarão também convosco.

Partilhem comigo: como é que conseguimos fugir do medo da câmara?