Não é hábito fazer muitos posts pessoais aqui pelo Malmequer, mas hoje é dia disso. Não vos irei falar da minha vida mas sim de algo que nos é comum a todas. E porque hoje é o dia da Mulher, que tal pensar um pouquinho na mulher da minha vida – em mim mesma!

E porquê isto? Porque o movimento #SheforShe está cada vez mais forte e eu sinto que merece um pouco mais de atenção – até da minha parte.

Quando fiz estas fotografias com a Helena e com a Mia e as vi no computador pensei que nunca seriam blog worthy, por vários motivos – porque não visto o 36, porque não sou a típica modelo de blogger que vemos por aí, porque imagino que quem está desse lado irá julgar e porque ainda não me sinto a 100% na minha pele. E foi aqui que pensei porque raio nos julgamos tanto a nós mesmas? E, consequentemente, porque é que nos julgamos tanto entre nós, mulheres…?

Aquilo que não gostamos de ver em nós, é aquilo que mais apontamos nos outros. Não gostamos de celulite, não gostamos de pneuzinhos na barriga, não gostamos de pernas de presunto, não gostamos quando temos as bochechas bem preenchidas… E, se for preciso, é a primeira coisa que olhamos nas outras mulheres. E acabamos por ser as maiores críticas. As maiores críticas de nós mesmas. 
E eu estou a crescer disso já há uns meses. Não, não me sinto confortável no meu corpo. Mas já foram muitos anos de má alimentação, de oscilações de peso e de saúde muito mal tratada. E, por isso mesmo, o ginásio está a ser encarado de forma diferente. A alimentação está mais saudável que nunca (e ainda pode ser mais!) e os cuidados têm sido redobrados. Se ainda tenho um longo caminho pela frente? Oh, se tenho… Mas estou a aprender a ser menos crítica comigo mesma. E, com isso, espero também ser menos crítica com as mulheres que me rodeiam.

Por isso mesmo, hoje, no Dia da Mulher, lanço um manifesto. Um manifesto a mim mesma: ser mais solidária com a mulher da minha vida – comigo! Tenho a certeza que se todas fizéssemos isto, deixavam de existir os comentários maliciosos e os olhares tortos.