Sinto que com o passar dos anos, temos sempre tendência a dizer que os anos passam a correr. Mas eu sinto mesmo isso… 2018 foi uma verdadeira correria onde tudo aconteceu – e talvez por isso sinta que passou num piscar de olhos.

Vivi muita coisa, nem todos os momentos foram felizes mas levo muita coisa boa deste 2018. E hoje, em jeito de balanço, partilho convosco 18 momentos, compras, decisões ou apenas favoritos do meu 2018.

1. // 10 anos de Malmequer

O blog fez 10 anos em janeiro e, com isso, veio toda uma nova imagem, um refrescar de conteúdos e uma sessão fotográfica com a Kat V que confesso que é das minhas favoritas até hoje. O 10º ano de vida do Malmequer foi o que teve menos conteúdo mas, sem dúvida, um dos mais especiais para mim. Prontos para mais um aniversário? 🙂

O melhor do meu 2018! - Malmequer

2. // Os imensos concertos que vi ao vivo

2018 foi, sem dúvida, um ano muito rico em música. É uma parte essencial da minha vida e deixa-me feliz olhar para o meu ano musical. Lembro-me de ficar super entusiasmada com os anúncios em 2017 mas nunca pensei ver tantas bandas que me enchem as medidas.

Fechei o ano a ver uma das minhas bandas favoritas em Londres, os Bring Me The Horizon, mas vi muita coisa boa por cá. The Killers, Sam Smith, Anderson .Paak, Mahalia, Sevdaliza, Tom Misch, Jordan Rakei, Jessie Ware, Arctic Monkeys, Sampha, Paus, Khalid e até Travis Scott!

E só a título de curiosidade, no Spotify, foram quase 50.000 horas a ouvir música. É muita hora!

3. // A Miranda

O convite surgiu pelas mãos da Susana Chaves e, de há uns meses para cá, tenho contribuído para o projecto Miranda – a plataforma de beleza nacional que tem sido um desafio para mim. Escrever é, sem dúvida, das coisas que mais me realiza e saber que alguém depositou em mim a confiança para me querer a acompanhar este projecto, deixa-me verdadeiramente feliz. E por isso, obrigada Susana. <3

4. // E o meu trabalho

Ano novo, vida nova, não é o que dizem? E o meu ano começa comigo a abraçar um novo projecto profissional. Foi um ano profissionalmente desafiante que termina com um recomeçar. Quero falar-vos sobre isto em breve, porque sinto que cresci muito como profissional neste 2018. Mas, acima de tudo, aprendi que não há nada que possa fazer questionar o nosso mérito – nada.

5. // Call Me By Your Name

Vi o filme no começo do ano e não descansei enquanto não comprei o livro. Voltei a ver o filme a meio do ano, quando regressava de Nova Iorque e demorei a terminar o livro. Sabem aquelas histórias que vos marcam e que vos fazem perder horas e horas a pensar nelas? Senti muito isso com este enredo. É a essência do amor e qualquer apaixonado pelo amor tem que ver e adorar esta história. E eu ainda não a consegui ultrapassar. Quem sabe não revejo o filme ainda este fim-de-semana… Começar o ano em grande, quem sabe!

6. // Matcha Latte.

Foi a meio do ano que descobri que aquela bebida verde é bem melhor do que aparenta ser. E foi aí que a tornei uma constante nas minhas manhãs.

Uma colher de café de Matcha, uma boa dose de leite de amêndoa e uma varinha de leite para misturar tudo. Seja quente no inverno ou com umas pedras de gelo no verão, tornou-se a minha bebida de 2018. De tal forma que conseguem adivinhar o que tenho ao meu lado enquanto escrevo este artigo?

7. // #byebodyshaming

2018 foi o ano em que assumi o meu corpo, as lutas que tenho com ele e o que quero um dia alcançar sempre que me olho ao espelho. Não estou feliz com o que vejo e confesso que estou longe de chegar onde quero estar. Mas este ano aprendi a amar o meu corpo e todos os corpos. Aprendi a validar que todos os corpos são bonitos por si só e usei a minha (pequena) voz para espalhar essa mensagem ao mundo.

A Paparina e os seus fatos de banho ajudaram-me – afterall, foi com eles que publiquei as primeiras fotos assumidas na praia. Mas foi este o ano que me ajudou a percorrer este caminho de aceitação de mim mesma. E de percepção que está apenas nas minhas mãos mudar o que não me agrada.

8. // A conversa com a Vogue Portugal

Quando em 2017 elegia o melhor do ano, nunca pensei que um ano depois iria voltar a incluir aqui a Vogue Portugal – mas desta vez, comigo incluída. Corria o mês de Maio quando a Patrícia me convidou para falar com ela sobre isto do body shaming, ao lado da Carolina Patrocínio e da Jessica Athayde. Contei-lhe tudo o que me vai na alma sobre este assunto e nunca pensei que a recepção fosse tão boa.

Contei-lhe a guerra que tinha com as calças brancas depois de um comentário menos bom, a pressão que sinto sempre que estou perto de outras bloggers/influenciadoras, o quanto me irrita magra ser um elogio e gorda uma ofensa, and so on… E nunca me senti tão orgulhosa de ter uma voz nisto de ser blogger. Muito obrigada, Vogue Portugal.

9. // Tornei a minha casa mais… minha!

Embora já esteja a viver há uns anos aqui, sinto que finalmente tenho este cantinho mais ao meu gosto. A decoração está mais eu, a organização das coisas… Começo a sentir que é, sem dúvida, a house that feels like a home.

E com isso, claro, tornei-a o meu espaço seguro para receber as minhas pessoas. Sem dúvida que é das coisas que me faz mais feliz e um hábito que trago para este ano!

10. // Conheci a Alex Steinherr

Graças ao blog, em 2018 tive experiências muito boas e oportunidades que nunca um dia pensei possíveis. Uma delas foi conhecer a Alex Steinherr, um nome estabelecido no mundo da beleza e que eu admiro muito nesta minha jornada da escrita.

Foi graças à Primark, numa viagem até Londres, que conheci a Alex no âmbito do lançamento da sua gama de beleza. E foi tudo o que eu esperanva. Ela é o maior amor, super genuína e sem qualquer medo de partilhar todo o seu know-how. Uma experiência para a vida!

11. // Entregar amor no Chiado, com a Lancôme

Mas também por Lisboa o blog me deu boas oportunidades. Em outubro deste ano, a #Lancommunity juntou-se para oferecer perfumes La Vie Est Belle a 75 mulheres. E qual a premisa? Partilhar o amor. Oferecemos uma caixa com dois perfumes a cada mulher, um para si e outro para oferecer a alguma mulher da sua vida.

E isto até parece simples, mas envolveu muito mais. Seguidoras que vieram de propósito mostrar o seu amor e admiração, mulheres que ficam genuinamente felizes com o nosso gesto e uma marca que se preocupa em fazer acções bonitas e cheias de amor. Muito feliz por fazer parte desta família Lancôme.

12. // Os meus gémeos

Este ano praticamente não tatuei. Fiz apenas os meus gémeos, em Março, e nem estava planeado! Fi-los com a Ana Silvestre durante a apresentação do último álbum dos Paus, onde só ia mesmo conhecer a nova música.

Já admirava o trabalho da Ana, amei todos os desenhos e gémeos é o meu signo. Tudo se alinhou na perfeição. E embora não seja a minha única tatuagem (ou até a com mais significado), tornou-se mesmo numa das minhas favoritas.

13. // Iluminador da Glossier

Há coisas que não mudam e eu continuo a amar tudo o que é beleza e o que é Glossier! Não foi um ano em que fiz muitas compras (porque na verdade não preciso) mas, felizmente, consegui testar muita coisa nova e explorar o mundo da maquilhagem.

Mas há um amor que permaneceu: o Haloscope da Glossier. É o meu iluminador favorito e arrisco a dizer que em 2018 usei-o em 90% dos dias. Além do tom Moonstone, este ano testei também o Quartz (um tom mais douradinho) e é igualmente lindo. Agora só precisamos que a Glossier chegue cá – e rapidamente!

O melhor do meu 2018! - Malmequer

14. // Custo por uso, com os botins da Mango

Não sou a pessoa mais consumista e confesso que há muito que compro com consciência, mas talvez nunca tivesse dado um nome a este movimento até o ver descrito pela Xana. A verdade é que aplico muito isto do custo por uso nas peças que compro e este ano desisti de comprar botas pretas de fast fashion por 29,90€ que duram pouco mais do que meio inverno.

Apostei nos botins da Mango que têm sido os meus melhores amigos nestes dias mais frescos. São confortáveis, são bonitos e, acima de tudo, sei que vamos ser companheiros durante alguns invernos!

15. // Voltei a Londres no Natal

E se em outubro fui a Londres com a Primark, em dezembro regressei para ver o concerto de BMTH. Foi a minha quinta visita à capital inglesa e a segunda nesta época do ano. Embora eu seja meio Grinch e não a maior fã do Natal, Londres fica absolutamente linda nesta altura do ano. As luzes são lindas em qualquer zona da cidade, a movimentação é ainda maior e sinto que até o friozinho é especial.

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16. // A sustentabilidade

Foi um tema super falado em 2018, em inúmeros aspectos. E eu tomei algumas decisões nessa linha – decisões essas que me fazem sentido e que eu quero tornar parte do meu dia-a-dia. Acho que nunca fui inconsciente e existem hábitos que me foram incutidos desde miúda que me tornaram numa adulta mais alerta para a realidade. Mas fico feliz por perceber que já somos mais a abrir os olhos.

Estou a consumir cada vez menos, no geral. Mas tornei-me naquela amiga chata que critica sempre que alguém compra garrafas de água em plástico, sempre que alguém usa palhinhas ou até quando os meus colegas bebem vários cafés diários sem sequer reutilizar o copo de plástico. Deixei também de comer carne no meu dia-a-dia – e como nunca fui especialmente fã, não sinto qualquer falta. Compro cada vez menos roupa, acessórios ou maquilhagem e senti até que não queria nada neste natal – porque tenho tudo o que preciso. Para quê consumir mais, em excesso?

17. // Olá ansiedade.

Se há ano em que a minha ansiedade se revelou foi 2018. Abri o jogo convosco mas também foi o ano em que senti mais a ansiedade na pele – engordei até 5 kg à pala disto, acreditam?

Muito trabalho, muitas incertezas e até esta questão da má alimentação. Tudo junto, isto tornou-se uma bola de neve que teve meses que tendia a não parar. Mas como é que eu ponho isto como um ponto memorável do meu 2018? Com este pico de ansiedade, surjiram também os meus mecanismos e as minhas aprendizagens pessoais e, mais do que nunca, percebi que basta eu querer para conseguir combater este bicho chato. Se sei que preciso de terapia? Claro que sei, mas talvez 2019 seja o ano em que isso acontece!

18. New York, always New York

Saving the best for last? Claro que sim, sempre. Nova Iorque será sempre o meu maior amor e, num momento de desespero por férias, não me via a voar para mais sítio nenhum. Marquei a minha viagem com uma semana de antecedência e fui – ao encontro da minha Eduarda. Este ano celebro 30 anos de vida e adivinham onde os quero celebrar? Será o terceiro aniversário vivido na cidade que nunca dorme e começa a ser o clichê da minha vida – mas já sabem, eu amo clichês!

E com isto resta-me apenas desejar-vos um óptimo 2019. <3

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