Olá olá! Como acabei de dizer à Mafalda, não sei muito bem por onde começar este post. Já há algum tempo que falamos em criar uma série nos nossos blogs e, finalmente, aqui estamos. O meu nome é Eduarda e escrevo o blog I Life You. Estou neste mundo há 4 anos e é honestamente aquilo que quero fazer.

Seguidores, likes e comentários à parte, tudo isto tem muito que se lhe diga. Não é só freebies e finger food. Há muito trabalho que é feito por trás que a maioria de nós não tem noção. Mas este post não é para falar sobre isso (estariam interessados em saber mais, já agora?). Este post é para falar sobre as pessoas que conhecemos along the way.

Uma das lições e experiências mais importantes que esta área traz, são as pessoas. Que, como tudo na internet, nunca sabemos o que vem daí. Aquilo que mostramos nos blogs, no Instagram, ou noutra plataforma qualquer, são pedacinhos editados da nossa vida. Nunca nos podemos esquecer que existe alguém que sofre, chora e batalha por detrás de qualquer foto.

Mas estas plataformas ajudam-nos a chegar mais facilmente a pessoas que, de outra forma não chegaríamos. E foi isso que me levou à Mafalda.

Desde que me lembro, sempre tive blogs – cujos nomes ficaram anónimos. Mas nunca pensei no que isto poderia dar. Nem me lembro como é que começámos a falar, nem a que propósito. Provavelmente eu, fãzinha desta fofa, mandei uma mensagem ou comentei mil fotos e posts. Mas sei que ela foi uma das primeiras bloggers em Portugal que comecei a seguir. A verdadeira OG (original gangster).

O ano passado, depois de muita conversa e mensagem trocada, decidimos marcar o nosso primeiro date. Ah, esqueci-me de referir que vivo em Nova Iorque e vou a Portugal sempre que posso. Portanto, decidimos encontrar-nos nas férias do verão, numa das minhas passagens por Lisboa. Muito gentilmente, a Mafalda convidou-me para jantar em casa dela e tirar umas fotos – ao que eu disse imediatamente que sim. Um bocado intimidada na verdade, mas nada grave. E foi love at first sight. A Mafalda é daquelas pessoas com quem conectei logo. Falámos como se fossemos amigas de anos, sobre pessoas na nossa vida (Perez e Balecho, estou a olhar para vocês) e contei-lhe demasiadas coisas que nunca tinha partilhado com ninguém nesta fase da vida.

Desde então, nunca mais quisemos outra coisa. Voltei a vê-la – e a passar a tarde com ela. E agora, falamos todos os dias por what’s app. Sobre tudo e nada. Até arranjámos nome para as mensagens áudio que trocamos, audiobooks. Porque já chegámos a enviar mensagens de 10 minutos seguidos.

Este tipo de situações são um tiro no escuro. Cá em Nova Iorque já tive experiências semelhantes e outras terríveis. Em que não há conexão e as pessoas não se dão. Apesar de que, sou sempre apologista de dar uma segunda oportunidade. Há demasiados factores que podem influenciar estes encontros, e não custa estar outra vez com as pessoas. Mas com a Mafalda, não precisei de um segundo encontro para saber que a ia adorar para sempre.

E como em qualquer relação à distância, tentamos sempre compensar o oceano entre nós com muitos corações e I love you’s. E agora estou aqui, a falar convosco, e ela a falar aqui. A parte engraçada é que não lemos estes posts antes de os publicar, portanto surprise surprise! Decidimos fazê-lo porque toda a nossa amizade foi boa surpresa atrás de boa surpresa. Ainda me lembro de um friozinho bom, que me deu na barriga, naquele primeiro encontro. Fomos a um barzinho, aproveitar a noite de verão, e fiquei tão entusiasmada de estar ali, a conhecer, conviver e saber mais sobre esta pessoa que sigo há anos.

A admiração que temos uma pela outra é inegável. Sinto nela um apoio que já não tinha há muito tempo. E secalhar o facto de ser uma pessoa que não conheço desde sempre ajuda. Acredito que na vida, há fases para fazermos novos amigos. Não acho que os que temos desde os 5, 15, ou 25 anos são os únicos que ficam para sempre. E a Mafalda entrou na minha vida na altura certa. Porque nós não somos a mesma pessoa que éramos há 2, 5 ou 10 anos atrás, e quem entra na nossa vida no presente, vai conhecer a pessoa que somos hoje, e tudo aquilo por que passamos para cá chegar.

My love, obrigada por seres essa pessoa, por falares comigo todos os dias, por me perguntares se está tudo bem, por me mandares áudios de 10 minutos, a rir ou a chorar, e por haver vezes em que sou só eu, e outras em que és só tu.

Se chegaram até aqui, obrigada por terem lido, pela paciência e espero que tenham gostado, porque há mais a vir aí. Vou fazer log out e sentir-me um bocadinho mais próxima deste ser humano lindo que merece TUDO! E às vezes um berro. Sim, porque já estamos na fase em que somos demasiado sinceras uma com a outra. E se essa não é a melhor parte, então não sei o que é.

Aproveitem e espreitem o que ela escreveu, aqui.

Xx,

Eduarda