Sempre me mentalizei que vestir cores claras não era para mim. Que não podia usar cores claras muito menos numa combinação de roupas que fossem baggy ou que me dessem uma forma mais… como dizer… redonda. E tinha isto quase que vincado na minha cabeça desde sempre.

Mas tenho-me forçado a contrariar isso mesmo. Sinto que tenho o Instagram inundado por tons nude, por tons terra, por beges e castanhos, verdes e tons mais primaveris. E até que gosto – muito! Porque não arriscar e, melhor ainda, arriscar a duplicar?

Lembram-se da saga das calças de ganga? Estas são a prova perfeita de que não há nada como testar e de como as peças variam de loja para loja. Enquanto, habitualmente, entro numas calças 40 que têm que ter a cintura apertada, nestas consegui encaixar perfeitamente num 36. E porquê? Porque o seu corte é mais largo e de cintura bem subida. Ora, se eu tenho coxa larga e cintura estreita, podemos assumir que este é o corte perfeito para um par de calças me assentar as it should.

Ou seja, com isto quero dizer-vos que o número na etiqueta é apenas e só isso… um número na etiqueta! Porque hoje posso estar com umas calças 40 vestidas mas, amanhã, entrar na COS e rockar umas calças 36, sem ter perdido sequer um centímetro em qualquer perímetro do meu corpo. Crazy hum?

Malha e Botins Zara • Calças COS • Colar Cinco
Fotografias: Márcia Soares

E o melhor de tudo? É poder olhar para estas fotos e perceber que, além de gostar do look na totalidade, gosto de sentir a minha confiança ao contrariar-me a mim mesma. Ao surpreender-me com um look baggy e clarinho. Porque a verdade é que eu até gostei do resultado. E acho que isso se lê nas fotos, certo?

Sou um verdadeiro butter stick, como diz a minha Eduarda. Mas não podia estar mais orgulhosa de o ser, se querem que vos diga!