No último ano, percebi que, por muito que queiramos, é sempre complicado resolver todas as questões ou problemas do nosso dia-a-dia. Aprendi a segmentar a minha vida (por muito clichê que isto possa soar) e a definir o que é prioridade e o que tinha que ser mudado – um passo de cada vez. E uma das coisas que estabeleci como prioridade era mudar a minha vida profissional e estabelecer objetivos específicos para conseguir fazer essa mudança e progredir na carreira. 

Com o final do ano, surgiu uma oportunidade e percebi que 2018 tornou-se o ano em que aprendi muito sobre a minha carreira e sobre os desafios do mundo de trabalho. Afinal de contas, se há meio onde queremos ser valorizados é no profissional, certo?

Carreira: vamos falar do que aprendi no último ano? - Malmequer

Aprender a seguir em frente quando não estamos confortáveis.

Percebi, este ano, que é muito fácil cairmos no conformismo de uma situação mesmo que não estejamos felizes com ela. É fácil ficarmos acomodados em algo que não nos preenche a 100% apenas porque nos paga a renda ou porque nos permite fazer aquela viagem no verão. Mas a verdade é que nunca sabemos o que está para além do estagnar e se não nos esperam desafios muito mais compensatórios. Arriscar nunca deve ser posto fora da equação… E se dá medo seguir em frente e saltar fora, é porque vale a pena arriscar!

Honestidade.

Com os outros, mas, acima de tudo, connosco. Aprendi que de nada me serve andar a tentar enganar-me quando se lê a infelicidade na minha cara. E mais do que querer contrariar o facto de não estarmos satisfeitos com algo na nossa carreira, a honestidade é muito mais importante no meio laboral. Crescemos nós, cresce o meio que nos rodeia e a satisfação ao final do dia. Eu sabia que estava infeliz e tinha que o assumir – perante mim e as minhas chefias. Até porque de mentiras não vive ninguém – ou pelo menos não durante muito tempo.

Aprender a dizer ‘Não consigo, não sei’ e pedir ajuda.

Há uns dias ouvia o episódio do podcast Second Life com a Aimee Song, onde ela falava da sua carreira de blogger e mesmo antes de o ser. E ela contava como conseguiu enganar o chefe dela, dizendo que sabia trabalhar em AutoCad quando, na verdade, ela tinha apenas aprendido em três semanas com a ajuda de um livro da área. Mas o importante foi ela dizer que tudo o que não sabia ou compreendia, ela perguntava sem medo. Porque, hoje em dia, ainda há muito o estigma de não se perguntar com receio de se passar por incompetente – o que é totalmente errado.

Acima de inventarmos ou ficarmos estanques em alguma tarefa durante tempo indeterminado, nada vale mais do que assumir que não se consegue ou não se sabe fazer e pedir ajuda. Não é nunca demonstrar fraqueza ou poucas qualidades, pelo contrário. É assumir que se está interessado e que se quer aprender mais ainda – o que, a nível de carreira, é só uma vantagem. Portanto perguntem, sempre!

Avaliar, constantemente, o nosso trabalho.

Acho que uma das lições mais valiosas que aprendi este ano foi saber avaliar, conscientemente, o meu rendimento. Estava com excesso de trabalho, numa função que não me preenchia e a sentir que não estava a dar conta de tudo. Inevitavelmente, comecei a duvidar das minhas capacidades e a pôr em causa as minhas qualidades enquanto profissional.
Mais do que nunca percebi a importância de olhar a situação do lado de fora e avaliar o meu trabalho. Estou a fazer o que está ao meu alcance? Estou a dar o melhor de mim e do meu rendimento? Estou a ser competente? Para so ó depois perguntar-me se estarei então a cumprir com aquilo que é esperado de mim. E fazê-lo conscientemente, seja o (auto)feedback positivo ou negativo.

Elogiar. E aceitar elogios.

E com a auto-avaliação, perceber que às vezes os elogios são merecidos. Nunca pensar que as pessoas estão apenas a ser queridas e a dar-nos palmadinhas nas costas. É claro que há quem o faça, claro que sim. Mas perceber que quando nos elogiam – especialmente da parte da nossa chefia – há um fundamento e que significa apenas que o nosso trabalho está a ser reconhecido.
Mas também o oposto. Não ter nunca receio de admitir que alguém está a fazer bem o seu trabalho, de elogiar a performance de alguém ou apenas de agradecer pelo trabalho e tempo que dedicaram em determinada tarefa.