Vestido em bolinhas. - Malmequer
Vestido e Sapatos da Mango • Cesta da Shop Charlotte
Fotografias da Marcias View

Nestes saldos de verão, mais do que nunca, apostei em vestidos bem fluídos e frescos. Continua a ser a minha peça favorita no armário e the more, the merrier. Graças à Carlota e a este seu vestidinho lindo, andei a correr todas as lojas em busca de um vestido comprido com bolinhas brancas. E ei-lo, perdido na Mango dos Restauradores!

Pedi à Márcia para me ajudar a fazer estas fotos e sabia que, eventualmente, ia gostar de me ver com ele. Porque, à primeira, parece um vestido super simples e normalzinho, não é? Mas não… É muito mais do que isso.

Muito mais do que um vestido…

Embora seja super super cuuuute, o vestido, além da abertura da zona dos botões, tem duas rachas laterais que abrem mesmo por cima das pernas. E isso foi um motivo para me deixar a pensar, no provador da Mango, se haveria ou não de o trazer comigo. As minhas pernas são, sem dúvida, o que me deixa mais self conscious sobre o meu corpo e se as conseguir disfarçar, melhor ainda.

Mas isso não acontece aqui – não acontece com este vestido. Eu ando e as pernas “saem” fora do vestido. Vê-se que são maiores do que eu gostaria que fossem, vê-se a celulite e vê-se que não são firmes. Se isto me incomoda? Hell yeah! Mas o caminho para o amor-próprio passa por aí: por aceitar o que não gostamos. E, das duas uma: ou nos conformamos e aprendemos a amar, ou fazemos por mudar até chegar ao ponto que nos é confortável. E eu quero entrar nesta segunda opção.

Porque o amor próprio também é isto, aceitar que a mudança é possível. Tenho que aprender a gostar das minhas coxas roliças mas querer mudar até elas estarem como eu quero, também faz parte desse caminho. Desenganem-se se acham que esta onda de amor próprio é apenas acomodarmo-nos no nosso corpo porque não é. É aceitá-lo como ele é mas também fazer por melhorar se assim o desejarmos – mas sempre na nossa versão do que é melhor, não na versão da sociedade.

Comprá-lo foi, sem dúvida, um desafio para mim. Uma prova quase. Mas depois de passar dias a caminhar com ele, em casa, no meu corredor, ganhei coragem de o usar e de o fotografar. E guess what? Adoro-o, claro. Mesmo sabendo que vou sempre tentar fechar as aberturas que tem, tenho a certeza que o irei buscar muitas vezes ao armário!