Há mais de um mês, comecei a falar-vos do mês que fiz e reeducação alimentar com o Whole30. Tive o mês de novembro todo a comer bem, a comer comida real e, acima de tudo, a desintoxicar o meu corpo. E hoje, depois de vos explicar no que consiste esta dieta, conto-vos como é que o meu corpo reagiu e quais os resultados que senti.

Desde já quero salientar algo: o importante, aqui, não é o peso na balança mas sim o desintoxicar do corpo. Na verdade, só é permitido subir à balança e tirar medidas no começo do programa e no finalzinho de tudo. Eu não o fiz, não me pesei nem medi quando comecei… Mas como tenho mais ou menos noção do meu peso, consigo fazer uma estimativa.

Mas tirei fotos – sim, aquela foto em cuecas e soutien em frente ao espelho – no primeiro e último dia. E isso é melhor do qualquer peso na balança. Mas vamos por partes…

#1. // A minha adaptação

O facto de ser intolerante a várias coisas, fez com que a adaptação não fosse muito dramática. Lacticínios é coisa que raramente consumo, glúten tento evitar… Mas confesso que me custou cortar nas leguminosas. Amo hummus, puré de feijão preto, quinoa com feijão… E confesso que isso me custou não poder comer!

E, claro, fiz asneiras antes de começar! Estava no mood de “vou estar um mês sem comer porcaria, portanto posso comer uma pizza/sushi/pão”. Ou seja, embora a minha alimentação diária não seja má, alimentei o meu corpo de porcarias na semana antes de começar o Whole. É claro que isso deu numa bela…

#2. // O que senti durante todo o mês

… ressaca! Foi o que senti nos primeiros dias: que estava de ressaca! Lembro-me que comecei o Whole a uma sexta-feira e que no domingo me arrastava – literalmente! Passei o dia com um humor horrível, cheia de dores de cabeça e com o estômago às voltas. E porquê? Porque o meu corpo estava a ressacar de todas as porcarias que lhe dei nos dias antes – açúcares, lactose, glúten…

Como compensei isto? Com imensa água! Bebi muita muita água na primeira semana, como se estivesse mesmo a ressacar. E let’s be honest: esta semana foi complicada! Mas há algo que, para mim, é a chave de tudo isto: preparar refeições! O saber que vamos chegar a casa e não podemos comer qualquer coisa porque o cansaço não nos quer deixar cozinhar… não vale, aqui. Tem que ser comida a sério e se tiverem tudo preparado (carnes cozinhadas, legumes cortados e lavados, etc etc) é meio caminho andado para não falharem!

Se isto atenuou e facilitou ao longo do mês? É claro que sim! Experimentem procurar “Whole 30 Calendar” e vão perceber que existe uma espécie de tabela temporal com todos os efeitos típicos que o vosso corpo vai revelar. É normal sentirem desespero, é normal sentirem que se meteram num filme e que só vos apetece gritar com toda gente, é normal que haja um dia em que vão acordar antes do despertador e cheias de energia e é normal ainda sentirem que vão dominar o mundo. Eu senti tudo isto, por esta ordem… E a verdade é que, a partir de uma altura, acordava todos os dias antes do despertador, nunca me sentia molengona a seguir ao almoço, sentia que a minha atenção estava muito mais focada e o meu sistema digestivo passou a funcionar muito melhor.

É claro que, depois disto, quando voltei a comer as comidas proibidas, o meu corpo queixou-se a triplicar! E há certos alimentos que cortei mesmo da minha alimentação e percebi que teve mesmo um efeito sério em mim.

#3. // Os resultados

Vamos despachar já o assunto que mais pessoas querem saber e que, na verdade, menos quero falar: sim, perdi peso. Devo ter perdido uns 3kg e noto que perdi volume porque as calças me estão mais largas e o rosto está mais estreito.

Arrumando o assunto da imagem física – que é claro que me interessa c’mon, não sejamos hipócritas, mas não é o objetivo primordial! – o esforço super valeu a pena. Senti que, agora, conheço muito melhor o meu corpo e as reacções que ele tem a determinadas comidas. Já sei que se comer X, provavelmente, vou a correr à casa de banho passadas umas horas (TMI? desculpem!). Já sei que se comer algo com açúcar ao almoço, que vou ter uma quebra de energia a meio da tarde. Também sei que se comer pão de manhã, vou andar mole e pesada todo o dia…

Terminados os 30 dias senti o que vos falei já em cima: muito mais energia, muito mais focada, sem quebras de energia, mais bem disposta e com algum alívio na minha ansiedade – como se tivesse a mente mais limpa, menos embaciada.

Noto que, desde que voltei a comer menos bem, o meu acordar voltou a ser mais demorado. E tenho saudades de voltar a acordar cheia de energia e antes do despertador tocar. E adivinhem? Vou fazer uma segunda ronda de Whole muito muito em breve..