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O (meu) amor pelas revistas.

Revistas: o (meu) eterno amor ao papel. — Malmequer

Sendo assumidamente uma miúda do digital, quando olho à minha volta aqui por casa, é óbvio que tenho uma paixão imensa por revistas. Elas estão em pilhas na sala, no móvel da televisão, na mesa de cabeceira, na cómoda no quarto, no braço do sofá…
Embora seja daquelas pessoas que consome muito do que é escrito no mundo online, não consigo resistir às notícias, aos artigos e às crónicas que nos chegam no papel. Nacionais e internacionais, vale tudo — daí saber que tenho que me controlar para não gastar um ordenado inteiro em revistas. 

Revistas: o (meu) eterno amor ao papel. — Malmequer

Partilhei este amor/vício há uns tempos pelo Instagram, depois de uma ida à Under The Cover (uma das minhas lojas favoritas no que toca a revistas) e de vos mostrar que tenho até um porta revistas por casa (que gera sempre muitas questões e é da La Redoute). E lembrei-me… Porque não contar-vos quais as minhas revistas favoritas e porquê. Let’s go? 

1. 

Vogue

Vamos começar pelo nacional? Desde que a revista Vogue portuguesa mudou de editora, a qualidade aumentou a olhos vistos. E bem sei o quão difícil é vender no mercado nacional e fazer a diferença, mas a Vogue soube reinventar-se. Com artigos bem escritos, editoriais com fotografias de babar e capas sempre magníficas, é uma das minhas compras mensais. 

2. 

Jamm

E já que falamos em revistas portuguesas, não podia deixar de falar da Jamm. Ainda só vai no segundo número, mas já é muito especial. Acreditam que este segundo número esgotou em poucos dias na Under The Cover, tal não foi a procura? É uma revista totalmente dedicada à música e criada por verdadeiros amantes de música (hello, Conguito!). Tem muito por onde crescer e eu acredito que vai chegar muito longe — e confesso estar ansiosa pelo próximo número. Será que teremos uma enchente de festivais de verão? 

3.

Kerrang

Como o tema está na música, a Kerrang é uma das minhas revistas de eleição. É britânica e algo que não existe por cá: uma revista de música com publicação semanal. Foca apenas no rock, metal, punk e hardcore (que são a minha praia musical) e reune sempre muitos dos meus artistas e bandas favoritas. Vivesse eu no UK e era menina para a comprar todas as semanas! 

4.

Porter

Passamos da música para a moda e para a minha revista favorita: a Porter. É a edição em papel da magazine da Net a Porter e é capaz de ser a revista que mais me inspira. Adoro como é simples, mas interessante. Como é tão rica em moda, mas, ao mesmo tempo, nada pretensiosa ou pedante. Como me deixa inspirada mesmo que eu não seja a maior pró no mundo da moda. Os artigos são simples e sempre tão absorventes, com editoriais fotográficos de babar! 

5.

The Gentlewoman

Publicada semestralmente, a Gentlewoman é uma revista recheada (e dedicada) de mulheres modernas. Com editoriais incríveis, histórias que motivam qualquer leitora, é a moda vista pelo lado mais inteligente e interessante, considerando o que as mulheres verdadeiramente pensam, sentem e usam. Acho que é das revistas mais cheias de personalidade, mas, ao mesmo tempo, mais cheia de cultura e glamour. É elegância combinada com inteligência, como se um retrato da mulher moderna que (de alguma forma) almejamos ser. 

6.

The Fantastic Man

No polo oposto disto que são os géneros, surge a Fantastic Man — que é, para mim, a Gentlewoman dos homens. Do homem culto, elegante, mas que é contemporâneo e… cool. Com a dose certa de editoriais e texto, tem uma fotografia incrível. E um papel que dá gosto ler — afinal, comprar tantas revistas faz-me apreciar até o papel em que são impressas. 

7. 
— 
Dazed 

É a revista do que é contemporâneo. Da cultura pop sem ser pop. Do que é falado, mas que não é mainstream. Mas, ao mesmo tempo, que fala de temas que são importantes e que têm que ser falados — como o assédio, o feminismo ou o racismo. A Dazed é aquela cultura jovem que nos traz os temas (e as pessoas) que seguimos de alguma forma e que nos dá aquele choque de realidade com a rebeldia que só um jovem sabe ter. 

Revistas: o (meu) eterno amor ao papel. — Malmequer

E uma menção honrosa para a So It Goes. Fiquei vidrada nela em Londres, quando me cruzei com um expositor de revistas no Tate Modern — e arrependi-me de não a trazer. Quando encontrei agora o número mais recente, achei que tinha que a comprar. E estava certa. Uma mistura de culturas, de nacionalidades, de artes e de resultados incríveis. Histórias de vida associadas a pinturas, a fotografias, a movimentos de revolução. É a primeira, mas algo me diz que não será a última que comprarei.

Partilhem comigo: também são dedicados às revistas ou já só consumem este meio digitalmente? E porquê? Por uma questão monetária? Porque ainda amam o papel? Contem-me tudo. 


PS: Entendem que o amor às revistas é universal, cá por casa? Isso e o amor ao Tyler e ao Frank Ocean. Oh, Glorinha. 

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  1. Por motivos familiares (mãe e pai jornalistas) foi-me dado o privilégio de ter acesso a revistas, livros, concertos, exposções e até mesmo viagens para locais onde a Cultura imperava. Sabemos também que ter os exemplos em casa às vezes não basta. Quantos amigos temos que, por muita tradição familiar, podem não ter nenhuma atenção a estes assuntos? Por uma questão então, no meu caso, de quase educação cultural, também me tornei consumidora de revistas – e durante muitos anos não consegui adquirir nada de jeito por falta de locais onde pudesse mesmo ter uma panóplia que chamasse a atenção. Com excepção da FNAC e da TEMA (situ Avenida da Liberdade, agora Sunrise Press que até já esteve para fechar portas), não havia muito por onde escolher. Fora as nossas revistas nacionais serem, em tempos idos, um real turn-off de estímulo. Felizmente apareceu sim a Under the Cover, bem perto de mim, com revistas/magazines honestamente interessantes. Não vou negar que sejam caras. São. Mas compreende-se que algumas edições, tiragens trimestrais ou bi-anuais, repletas de artigos provenientes de vários pontos do globo, precisem de ter suporte financeiro. Em relação às minhas escolhas, estou neste momento a colaborar com uma das que são das minhas favoritas: https://www.acitymadebypeople.com/, onde se fala, menciona, conta a história de integração, crescimento e inovação dentro das grandes cidades mundiais (e agora nacionais também). principalmente numa época em que a insegurança e medo voltam a crescer em algumas regiões, onde a política interna volta a ser temida, onde a gentrificação está a matar o sentimento de pertença e de enraizamento à terra onde se nasceu. Das minhas outras favoritas, sem duvida a https://www.lodestarsanthology.co.uk/ cujo 11º volume é todo dedicado a Portugal (se bem que ainda poderia ser melhor no que respeito diz aos temas abordados), e a https://www.huckmag.com/, que tem sempre uma brutal visão sobre assuntos borderline, geralmente não muito falados (a reportagem às soldados da região do Curdistão é única e fantástica). Confesso que preciso de revistas com reportagens e histórias em estilo jornalístico (com ou sem entrevistas curtas) para me chamar a atenção. Não consigo comprar só porque sim. Em termos portugueses, a Vogue já foi das piores, concordo! Hoje em dia está simplesmente brutal, mas mesmo assim, mais textos e menos publicidade, e seria perfeita. Aquilo é demasiado peso, e acabo às vezes por ler mais online do que se comprando a revista física em si. A verdade é que a gestão de conteúdos online é mais rápida, mais imediada. Volto a fazer publicidade à Revista Rua https://www.revistarua.pt/, porque, lá está, também colaboro nos conteúdos online, se bem que a edição em papel é das mais completas e interessantes que por aí andam. Juntamos a Prima https://anossaprima.sapo.pt/ e fico com o tote bag cheio. Agora, se me perguntares, isso é todos os meses? Não. Não há sempre carteira, e além disso, são revistas para se irem lendo. É impossível ler uma inteira como se lê um livro. É necessário tempo para digerir a informação.

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